[mais uma vez, fragmentos, é o que tenho, é o que eu quero dar]
Cajaiba diz:
...ando tão indisposta pra companhias. ando bebendo supimpa e feliz uma noite inteira, sozinha. mas considere e tomara goste de que adorei seu tempo de me ver, que bom sua cólica menstrual passou a tempo de ficar comigo e ser a minha droga numa noite de uma augusta fechada.
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gostei de propor escambo pra voce naquele primeiro dia, gostei, também, do poema do seu avô. gostei de tudo um pouquinho, mas não entendi quando voce me passou a mão. gostei, de novo, daqueles dois dias do Ibira e na Harmonia entendi quando voce me passou a mão.
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segui comendo seus poemas até não entender mais voce, sua mão, seu jeito de me deixar desconcertada. é porque eu tô apaixonada, por voce e pela idéia deliciosa de não te entender.
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gostei de saber que podemos ficar invisíveis pra certas pessoas numa rua fedida da miséria humana e colorida artificialmente, de São Paulo.
sigo com fome da sua poesia e sabiamente apaixonada quero quero sua apaixonante companhia.
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gostei de me encontrar de novo com a minha poesia que depois de conhecer as suas deitou-se no meu colo, lânguida e louca pra existir.
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no mais, desejo-lhe boas e intensas menstruações
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[fragmentos de uma vida à mil]
foda-se, vou escrever um livro também
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