segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
daughter of velvet ou uma hipótese
o pai dela me acha estranho
reclama dos meus pés descalços
eu acho ele um animal
e então estamos combinados
ele ouve dylan
que nem eu
ele gosta dela
que nem eu
toma café e acorda cedo
deve ter mais de mil medos
que nem eu
com o coração na boca
somos iguas
o mesmo amor
ou,
pelo menos,
o compartilhamento do obejto amado
ele pai
eu homem
mas somos quem somos na ausência dela
/e ai o ponto fundamental aonde eu desmonto o império aveludado/
eu continuo amor da cabeça aos pés
ele envereda pelo abuso psíquico da preocupação
aquela história de papais liberais:
"você é livre, mas toma aqui um celular pra eu te achar no inferno"
mas quem é que vai julgar dois homens loucos pelo mesmo himen?
freud diria num momento lacinante de lucidez
foda-se essa sociedade doentia
e é o que eu acho
ou pelo menos deveria achar com mais frequencia
porque se não
nem sobra tempo pra desfrutar o tempo se a gente fica o tempo todo pensando o que o outro está pensando
você pra mim é problema seu, papai veludo
se vira
sua filha comigo goza
e contigo chora
não estou te provocando
é só um fato
e você adora fatos
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sou ciumenta. acho q serei fonte d inspiração pra poemas d amor platônico um dia q eu tiver filhos... hehehehehe
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